No último dia 16 de agosto aconteceu a campanha Criança Esperança - projeto da Rede Globo em parceria com a UNESCO - que capta recursos através de doações para apoiar projetos de desenvolvimento para crianças, adolescentes e jovens. No dia (sábado) a emissora apresentou programação especial, contando com programas que normalmente são exibidos apenas de segunda a sexta-feira.
Um desses programas foi o Encontro, apresentado pela jornalista Fátima Bernardes. Encontro é um talk show que trata de temas variados, com apresentação ao vivo. No sábado, entre vários convidados, a cantora Priscila, vocalista da Banda Musa, conversava com Fátima Bernardes. Perguntada pela apresentadora sobre sua recente gravidez, Priscila respondeu que seu filho está com cinco meses. Segundo Priscila, ela voltou a trabalhar 26 dias após o parto. Priscila contou também que iria fazer um show naquele dia (sábado) e só voltaria a ver seu filho no dia seguinte, domingo. Sendo que estava há dois dias sem ver o filho - ou seja, ficaria afastada da criança de quinta-feira a domingo.
A cantora entrevistada não deu maiores detalhes se seu filho é amamentado, recebe fórmula ou já está recebendo outro tipo de alimento. Não falou se ordenha e armazena leite para o pequeno. Não falou e não foi perguntada. Esta é a grande questão em tudo isso: como um programa de televisão que está inserido em uma campanha com apoio da UNESCO, que visa projetos voltados para a infância, não aproveita a fala sobre 'maternidade' para explorar o tema aleitamento materno?
Embora o aleitamento esteja presente em campanhas de saúde pública, seria interessante se ele fosse incluído também em discursos do dia a dia, como no talk show em questão. Principalmente no decorrer de uma campanha que visa sensibilizar a população. É uma questão interessante para os que trabalham com comunicação em saúde desenvolver novas estratégias para falar sobre esse e outros temas, nos mais variados meios.
Segue o vídeo do programada Encontro:
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